O clima político em Santa Catarina subiu de tom após um discurso contundente da deputada estadual Ana Campagnolo (PL) na tribuna da ALESC. Em uma resposta direta à recente visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao estado, a parlamentar subiu à tribuna para rebater as críticas do petista, que havia insinuado que a população local sofria de "síndrome de grandeza" e precisava de lições de acolhimento.
“Nós não temos síndrome de grandeza, não, petezada. Nós somos grandes”, afirmou Campagnolo, amparando sua fala em dados econômicos e sociais. A deputada destacou que Santa Catarina possui a menor taxa de desemprego do país (2,3%), lidera os índices de segurança e ostenta recordes históricos de exportação. Ela também confrontou a tese de falta de acolhimento revelando que quase 24% da população atual do estado é oriunda de outras regiões ou países, incluindo mais de 70 mil refugiados venezuelanos. “Estão fugindo do paraíso esquerdista e vindo para cá porque aqui tem emprego e dignidade”, alfinetou.
A parte mais incendiária do discurso foi o resgate histórico de uma antiga entrevista de Lula à revista Playboy, em 1979, onde o então sindicalista manifestou admiração pela força e determinação de figuras controversas como Mao Tsé-Tung, Fidel Castro e Adolf Hitler. “Que espécie de líder político precisa procurar inspiração nos maiores assassinos e genocidas da história?”, questionou a deputada, fazendo um paralelo com a padroeira do estado, Santa Catarina de Alexandria, que foi martirizada por resistir ao autoritarismo estatal. Campagnolo encerrou criticando o pacto federativo, lembrando que o estado arrecada R$ 140 bilhões para a União e recebe apenas R$ 5 bilhões de retorno, carimbando a comitiva federal como "dispensável".






