O motivo é a proliferação de novos radares portáteis operados de forma estratégica — e muitas vezes camuflada — por equipes de fiscalização em trechos de descida, curvas acentuadas e pontos de transição de velocidade ao longo da BR-101.
Imagens e vídeos gravados por usuários da rodovia viralizaram nas redes sociais expondo agentes posicionados atrás de muretas de proteção, árvores e viaturas posicionadas em locais de difícil visibilidade. A enxurrada de notificações de trânsito emitidas nos últimos dias acendeu o debate público e trouxe de volta o fantasma da "indústria da multa". Motoristas acusam as autoridades de focar puramente na arrecadação financeira em vez de priorizar a sinalização educativa e a prevenção de acidentes.
O impacto da polêmica ultrapassou as redes e já movimenta debates entre lideranças do setor de transporte e deputados estaduais da bancada governista na ALESC, que passaram a sofrer pressão direta das categorias atingidas. Parlamentares da oposição também pegaram carona no descontentamento popular para cobrar explicações formais sobre os critérios técnicos adotados para a escolha dos pontos de fiscalização.
Enquanto os motoristas exigem maior transparência e o fim das "armadilhas" nas pistas, defensores da segurança viária contra-atacam, alegando que o rigor é a única saída para frear o abuso de velocidade e o número de mortes na rodovia mais movimentada do estado.





