Sob uma análise estritamente pragmática e matemática das forças partidárias, o projeto eleitoral do pessedista começa a apresentar fissuras graves, indicando que sua candidatura corre o risco de ficar confinada ao Grande Oeste e naufragar antes mesmo de começar.
Para o eleitorado e o empresariado catarinense — que ditam o ritmo e o financiamento das campanhas —, a viabilidade de um candidato depende de capilaridade. Enquanto o atual governador avança na amarração de grandes coligações, João Rodrigues esbarra no isolamento político. Sem o apoio de siglas de peso como o MDB e o PP, que preferem a estrutura do Centro Administrativo, o PSD se vê diante do pior cenário: falta de tempo de TV, poucos cabos eleitorais nos maiores colégios do estado e a pecha de ser um projeto puramente regional.
O maior problema de João Rodrigues é a total falta de inserção e palanque forte em regiões decisivas como Joinville, o Vale do Itajaí e a Grande Florianópolis. Sem conseguir furar a bolha do Oeste, sua insistência é vista por articuladores como uma "aventura isolada" que serve apenas para rachar o voto conservador no estado. Diante do risco real de fragmentação, o pragmatismo do eleitor catarinense tende a migrar para o voto útil na máquina que já está montada. Nos corredores da ALESC, a leitura é unânime: sem oxigênio político no litoral, o projeto de João Rodrigues se esvazia e perde as condições reais de competir de igual para igual pelo comando do Estado.






