No desabafo, ela acusa o senador Flávio Bolsonaro de tê-la humilhado, tratado de forma ríspida ao telefone e desautorizado sua participação nas decisões partidárias.
O estopim da crise foi a divergência sobre alianças políticas pragmáticas, mas o racha familiar expõe uma ferida que atinge em cheio as articulações da legenda em Santa Catarina para as eleições de 2026.
Nos bastidores da política catarinense, o vídeo foi recebido como um terremoto. O estado é o principal reduto bolsonarista do país, e a disputa interna pelo poder na ala direita vinha sendo cozida em banho-maria.
Michelle e Carlos Bolsonaro já acumulavam divergências veladas sobre quem ditará as regras e as indicações de nomes femininos na chapa majoritária do estado.
A exposição pública dessa "punhalada", como a própria ex-primeira-dama definiu, força lideranças locais e parlamentares do PL catarinense a escolherem um lado na disputa familiar.
Deputados estaduais e prefeitos alinhados ao clã assistem ao embate com óbvia preocupação, temendo que a lavagem de roupa suja virtual fragilize a força do partido no estado a poucos meses do pleito.
O temor do núcleo duro governista em SC é que a militância se divida entre o apoio irrestrito aos filhos do ex-presidente e a defesa da presidente do PL Mulher, criando uma guerra em um território onde a harmonia era considerada estável.
O Palácio da Agronômica e as bases municipais agora recalculam os passos para evitar que o fogo amigo que consome Brasília destrua palanques no solo catarinense.

Isolado, João Rodrigues vê candidatura ao Governo de SC desidratar
A pretensão do prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), de se consolidar como o principal oponente ao governo de Santa Catarina sofreu um duro choque de realidade nos bastidores nesta semana.





