A parlamentar trouxe os números do anuário de segurança pública de 2025 para confrontar o que classificou como "narrativa ideológica do movimento feminista" e denunciar o abandono sofrido pelas vítimas masculinas de violência doméstica no Brasil.
Campagnolo citou dados oficiais apontando que, no ano passado, o país registrou 3.859 homens assassinados por mulheres, enquanto 3.428 mulheres foram mortas por homens. “Menos mulheres foram assassinadas por homens do que homens por mulheres. O próprio Estado brasileiro confessa que enxerga muito menos a violência contra o homem”, disparou, destacando que o anuário foi produzido sob a gestão do governo federal atual.
Para ilustrar a situação em SC, ela relembrou casos recentes que teriam sido tratados com silêncio pelo parlamento e pela mídia: o de Emanuel Natan dos Santos (28 anos), morto pela companheira em São Bento do Sul em abril deste ano, e o do personal trainer Guilherme Montani (34 anos), assassinado pela ex-esposa em Itajaí no fim do ano passado. “Se a vítima fosse uma mulher, o que estaria acontecendo em SC agora? Passeatas, moções e propostas de lei. Por que ninguém dá importância à vida dos homens?”, questionou.
A deputada criticou os colegas, lembrando que a ALESC possui 37 deputados homens, mas os projetos de proteção masculina seguem travados. Ela citou suas propostas que aguardam avanço: o Projeto de Resolução 04/2021 (Procuradoria Especial do Homem); o PL 206/2022 (prevenção à violência para meninos); e a emenda ao PL 42/2019, que visava incluir jovens do sexo masculino nas redes de proteção, mas foi rejeitada. Campagnolo afirmou que o papel do legislador é proteger o cidadão sem sectarismos, reafirmando-se como a única defensora do trabalhador catarinense na Casa.






