O benefício, que antes era de R$ 1.953,94, saltou para R$ 2.713,94 mensais. A medida entrou oficialmente em vigor após o projeto passar pelo Legislativo e a presidência da Casa promulgar o texto, diante da ausência de manifestação do prefeito Orvino Coelho de Ávila.
Para se ter uma dimensão do impacto do benefício, o valor diário garantido aos parlamentares e servidores passa a ser de R$ 130,95, considerando 21 dias úteis por mês — uma cifra muito superior à praticada em cidades bem maiores do estado, como Joinville e Florianópolis. O "penduricalho" milionário será incorporado aos vencimentos dos 19 vereadores da cidade, que já recebem salários fixos na casa dos R$ 17 mil mensais, além de beneficiar outros 124 servidores da estrutura do parlamento municipal, divididos entre cargos efetivos e comissionados.
O reajuste gerou revolta pela justificativa apresentada pela Mesa Diretora da Câmara, que apelou à sensibilidade fiscal citando a inflação e o aumento de preços em itens do cotidiano na Grande Florianópolis, como frutas e café. A aprovação contou com 12 votos favoráveis e 4 contrários. Em nota de defesa, a Câmara Municipal alegou responsabilidade fiscal, apontando que a atualização atende à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), está dentro da capacidade orçamentária do município e não compromete o equilíbrio das contas públicas. No entanto, o contraste óbvio entre os salários do cidadão comum e o privilégio autoaprovado na Casa ecoa como uma grave afronta ao bolso do pagador de impostos josefense.






