O governo de Santa Catarina, por meio do governador e da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), protocolou uma representação formal na Procuradoria-Geral da República (PGR) para que o órgão apure se as declarações do petista em Itajaí configuram crime de discriminação ou preconceito por procedência nacional.
A medida drástica foi motivada pelo polêmico discurso de Lula, que associou o estado ao racismo, criticou quem defende uma suposta "síndrome de grandeza" e chegou a citar o ditador nazista Adolf Hitler ao rechaçar conceitos de superioridade regional ou de "hegemonia branca". Para Jorginho Mello, as declarações do presidente cruzaram a linha do debate político e atingiram diretamente a honra de toda a população catarinense. “Uma coisa é o presidente me criticar (...). Outra coisa, muito diferente, é chamar o povo catarinense de racista. Isso é criminoso, preconceituoso e ele precisa responder por isso”, disparou o governador.
A defesa do estado destaca dados oficiais para contrapor a narrativa de Brasília, lembrando que Santa Catarina acolheu mais de 500 mil novos moradores vindos de outras regiões e países nos últimos anos, ostentando também os menores índices de desigualdade social do Brasil. Nos bastidores, o protocolo na PGR consolida a estratégia de Jorginho Mello de se posicionar como o principal escudo institucional dos catarinenses contra os ataques da esquerda, transformando o atrito em uma forte bandeira de orgulho regional às vésperas do cenário eleitoral.

Carlos Bolsonaro pode ter candidatura impugnada em SC
Uma representação de Túlio Pfuetzenreiter, ativista do partido Missão e eleitor de Indaial (SC), questiona a legalidade da transferência do domicílio eleitoral do parlamentar para São José, na Grande Florianópolis.





