Da Europa às Américas, passando pela Ásia, líderes que desafiam as instituições tradicionais continuam a conquistar votos e influência. O fenômeno populista, que parecia conjuntural no início da década passada, mostrou-se estrutural.
Cientistas políticos divergem sobre as causas. Para alguns, o populismo é uma reação legítima ao distanciamento das elites políticas tradicionais em relação às demandas populares. Para outros, é um sintoma da fragilização das instituições democráticas e da proliferação de desinformação.
O caso europeu
Na Europa, partidos de extrema-direita conquistaram posições de governo em países como Itália, Hungria e Eslováquia. O paradoxo é que, ao chegarem ao poder, muitos desses movimentos replicam exatamente os comportamentos que criticavam: corrupção, nepotismo, uso patrimonial do Estado.


