Depois de um maio quase silencioso, junho devolveu Santa Catarina ao seu esporte favorito em ano eleitoral: ler pesquisa. A nova rodada veio do Instituto Mapa, contratado pela rádio Jovem Pan News Floripa, e confirmou aquilo que o cenário político já vinha precificando: o governador Jorginho Mello (PL) caminha para a reeleição ainda no primeiro turno.
O levantamento aponta Jorginho com 54,9% das intenções de voto, contra 15,3% de João Rodrigues (PSD), 5,1% de Gelson Merisio (PSB), 1,3% de Marcelo Brigadeiro (Missão) e singelos 0,1% de Ralf Zimmer (PRD).
Brancos e nulos somam 8,8%, e os indecisos, 14,5%. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais.
Os números praticamente carimbam o que a pesquisa Futura, divulgada um dia antes na Acif, já havia sugerido. Lá, a vantagem de Jorginho sobre a soma dos adversários era de 32,2 pontos; aqui, de 33,1. Para João Rodrigues e Merisio sonharem com segundo turno, precisariam crescer mais de 30 pontos juntos — uma manobra que, para usar uma metáfora náutica, exige menos vento favorável e mais um motor novo. Merisio, candidato apoiado por Lula (que tem 21,1% em SC), pode tentar pescar entre os indecisos. É pouco provável.
O ponto realmente interessante da pesquisa, porém, mora nas entrelinhas — e cabe dentro da margem de erro. Jorginho oscilou de 56,2% para 54,9% em relação à medição de março do próprio Mapa.
Some-se a isso o desembarque de novos nomes na vitrine da direita. Romeu Zema (Novo) aparece com 7,5%, sem estar na rodada anterior. Renan Santos (Missão) dobrou, passando de 2,6% para 5,2%. Ronaldo Caiado (PSD) estreou com 4,1%. Juntos, esses três somam 16,8% — eleitorado que historicamente votaria de olhos fechados em qualquer Bolsonaro disponível e que, agora, parece estar pelo menos abrindo um olho para conferir o cardápio.


