Uma seca sem precedente nas últimas três décadas está castigando o Vale do Itajaí, em Santa Catarina. Municípios como Rio do Sul, Taió e Presidente Getúlio registraram em abril apenas 22 milímetros de chuva — menos de 20% da média histórica para o período. O resultado é uma crise agrícola que pode custar à região mais de R$ 800 milhões em perdas na safra de milho e soja.
Agricultores da região relatam que parte das lavouras já foi colhida com perdas superiores a 40%. Alguns produtores optaram por encerrar antecipadamente o plantio e aguardar a recuperação das reservas hídricas para o próximo ciclo.
Pedido de emergência
A Federação da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (FAESC) encaminhou ao governo estadual um pedido formal de decretação de estado de emergência agrícola para os 18 municípios mais afetados. A medida permitiria o acesso a linhas de crédito emergenciais e a prorrogação de dívidas rurais já contratadas.
Meteorologistas da Epagri alertam que a situação pode se prolongar até julho, quando a passagem de frentes frias costuma retomar os índices pluviométricos normais em Santa Catarina. Até lá, o monitoramento da disponibilidade hídrica nos rios Itajaí-Açu e Itajaí do Sul será intensificado.


