Por que o federalismo brasileiro precisa ser reinventado

O modelo de repartição de competências e receitas entre União, estados e municípios foi desenhado para outro Brasil. Chegou a hora de uma reforma federativa profunda.

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O Brasil é formalmente uma federação, mas na prática funciona como uma república centralizada com algumas delegações de competência. A União concentra mais de 60% da arrecadação tributária e define as regras do jogo para estados e municípios, que ficam com as responsabilidades de execução sem os recursos correspondentes.

Estados como Santa Catarina, com forte capacidade de arrecadação própria e gestão fiscal disciplinada, são paradoxalmente prejudicados pelo modelo atual, que redistribui recursos dos estados mais ricos para os mais pobres sem exigir contrapartidas de eficiência ou transparência.

O que a reforma precisaria contemplar

Uma reforma federativa séria teria que enfrentar pelo menos três questões: a redistribuição das competências tributárias, a revisão dos critérios de transferências constitucionais e a definição clara de responsabilidades entre os entes federados em áreas como saúde, educação e segurança pública.

O debate é politicamente sensível, mas inevitável. Um país que pretende ser competitivo na economia global não pode conviver indefinidamente com um modelo federativo que pune a eficiência e subsidia a ineficiência.

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