A crise climática e os riscos para o litoral catarinense

Relatório do INPE aponta que 38% das praias de Santa Catarina podem perder entre 20 e 60 metros de faixa de areia até 2050 caso as emissões globais não sejam reduzidas.

Política
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A crise climática e os riscos para o litoral catarinense

Em resumo

  • 38% das praias catarinenses estão em risco de erosão severa até 2050
  • Balneário Camboriú e Florianópolis estão entre as áreas mais vulneráveis
  • Estimativa de perda econômica supera R$ 40 bilhões em imóveis e infraestrutura
  • Plano estadual de adaptação climática prevê intervenções em 22 municípios

Um novo relatório do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina aponta que o litoral catarinense está entre os mais vulneráveis do Brasil às consequências das mudanças climáticas. Segundo o estudo, 38% das praias de Santa Catarina podem perder entre 20 e 60 metros de faixa de areia até 2050, caso as emissões globais de gases de efeito estufa não sejam reduzidas de forma significativa.

Balneário Camboriú, já conhecida pelas intervenções de alargamento artificial da praia central, e Florianópolis estão entre as cidades com maior risco. A combinação de erosão costeira, elevação do nível do mar e aumento na frequência de eventos climáticos extremos coloca em risco imóveis e infraestrutura avaliados em mais de R$ 40 bilhões apenas nessas duas cidades.

O que Santa Catarina está fazendo

O governo de Santa Catarina lançou, no início do ano, o Plano Estadual de Adaptação Climática, que prevê intervenções em 22 municípios costeiros, incluindo o reforço de estruturas de contenção, o recuo controlado de edificações em áreas de risco e a restauração de ecossistemas costeiros como restingas e manguezais.

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