A Câmara dos Deputados aprovou ontem, em votação histórica, o marco regulatório do hidrogênio verde no Brasil. O texto, que segue agora para o Senado, estabelece um regime de incentivos fiscais para a produção de H2V no país, define critérios para a certificação do produto e cria o Fundo Nacional de Hidrogênio Verde com dotação inicial de R$ 5 bilhões.
O Brasil tem um potencial extraordinário para se tornar um dos maiores produtores mundiais de hidrogênio verde, dada sua abundância de energia solar e eólica. Especialistas estimam que o país pode exportar até 50 milhões de toneladas anuais do combustível até 2040.
A disputa pelos polos de produção
Santa Catarina e o Rio Grande do Norte lideram a corrida pelos primeiros polos de produção de hidrogênio verde no Brasil. Santa Catarina aposta na combinação de energia eólica offshore, infraestrutura portuária em São Francisco do Sul e Itajaí, e proximidade com os mercados consumidores do Mercosul.
O secretário de Energia de Santa Catarina afirmou que o estado já identificou áreas prioritárias no litoral norte para a instalação de parques eólicos destinados à produção de H2V, com capacidade estimada de 2 GW até 2030.


