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    <title>Primeira Linha</title>
    <link>https://primeiralinhasc.net</link>
    <description>Portal de notícias e de opinião política independente.</description>
    <language>pt-BR</language>
    <lastBuildDate>Sun, 14 Jun 2026 18:37:43 GMT</lastBuildDate>
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      <title>Cresce a aposta de que Amin será o senador mais votado de Santa Catarina</title>
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      <pubDate>Sun, 14 Jun 2026 15:26:39 GMT</pubDate>
      <description>Análise que circula entre observadores políticos catarinenses aponta que o desembarque de Carlos Bolsonaro na disputa pelo Senado em SC pode ter um efeito colateral inesperado: turbinar a candidatura do veterano Esperidião Amin.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>A chegada de Carlos Bolsonaro à corrida pelo Senado por Santa Catarina foi vendida como movimento de força: o sobrenome mais identificado com o bolsonarismo aterrissando no Estado mais bolsonarista do país. Passadas algumas semanas de pré-campanha e algumas pesquisas, porém, uma leitura alternativa começa a ganhar tração nos bastidores políticos: a de que o principal beneficiário do "Carluxo em SC" pode acabar sendo, ironicamente, Esperidião Amin.</p><p>A tese parte de um piso já consolidado. </p><blockquote><p>Amin carrega há décadas um eleitorado fiel que, mesmo sem campanha, costuma se aproximar dos 10% do total de votos.</p></blockquote><img src="https://gqrhaenlpjwqtbooifoj.supabase.co/storage/v1/object/public/article-media/2026/06/1781450730782-6rak20s.png"><p>A partir desse alicerce, o cenário ganha camadas. A estratégia de parte da militância digital alinhada a Carlos Bolsonaro para abrir espaço ao recém-chegado tem sido atacar o antigo aliado — chamando Amin de "velho", de "esquerdista", de figura ultrapassada. Em Santa Catarina, onde o ex-governador é tratado como mobília histórica do Estado, o resultado tem sido o oposto do pretendido: irritação com o que muitos eleitores leem como invasão carioca e um reflexo de "defender o que é nosso".</p><p>Some-se a isso o tabuleiro institucional. Empurrado para a beirada pelo PL, Amin costurou aliança com PSD e MDB e absorveu boa parte do apoio do centro catarinense — prefeitos, vereadores, lideranças regionais. Esse movimento, sozinho, projeta o senador para algo em torno de 20% das intenções, segundo a leitura que circula nos bastidores.</p><p>Há ainda um ingrediente menos óbvio: o voto útil da esquerda. Nas rodas petistas, comenta-se que parte do eleitorado de Lula em SC tende a usar o segundo voto para senador como antídoto ao "pior cenário" — e, neste caso, "pior cenário" atende pelo nome de Carlos Bolsonaro. Amin entra como o mal menor, alguém com quem a esquerda já cruzou trincheiras, mas que parece preferível ao invasor.</p><p>Esse fluxo poderia empurrar o veterano para a casa dos 30%.</p><img src="https://gqrhaenlpjwqtbooifoj.supabase.co/storage/v1/object/public/article-media/2026/06/1781450782779-lzsvikd.png"><p>A conta, claro, é projeção e não pesquisa formal. Mas há outros vetores que pressionam a chamada "chapa pura" do PL — formada por Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni. Dentro do próprio bolsonarismo catarinense, parte da base resiste ao desembarque do filho do ex-presidente, e cresce o desconforto com a postura da deputada federal, lida por aliados como subserviente ao concorrente que disputa exatamente a mesma vaga.</p><p>Há ainda os outsiders. Jeferson Rocha, se radicalizar o discurso à direita com viés regionalista, pode deteriorar a chapa do PL. Antídio Lunelli, do MDB, com perfil bolsonarista mais palatável, tende a abocanhar pedaços do mesmo bolo.</p><p>O quadro que se desenha, então, é peculiar: enquanto Amin caminha para liderar com folga, Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni podem acabar disputando entre si a segunda vaga — e ainda precisarão superar a candidatura do PT, que deve orbitar perto dos 25%. Na política catarinense, escorraçar um veterano costuma sair caro. Insistir no método costuma sair mais caro ainda.</p>]]></content:encoded>
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      <title>Jorginho lidera com folga, mas Mapa acende luz amarela para o PL em SC</title>
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      <pubDate>Sun, 14 Jun 2026 15:07:24 GMT</pubDate>
      <description>Pesquisa divulgada pela Jovem Pan News Floripa mantém o governador como favorito ao primeiro turno, com 54,9% das intenções de voto, mas mostra leve recuo dele e queda mais firme de Flávio Bolsonaro no cenário presidencial.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Depois de um maio quase silencioso, junho devolveu Santa Catarina ao seu esporte favorito em ano eleitoral: ler pesquisa. A nova rodada veio do Instituto Mapa, contratado pela rádio Jovem Pan News Floripa, e confirmou aquilo que o cenário político já vinha precificando: <strong>o governador Jorginho Mello (PL) caminha para a reeleição ainda no primeiro turno</strong>.</p><blockquote><p>O levantamento aponta Jorginho com <strong>54,9%</strong> das intenções de voto, contra 15,3% de João Rodrigues (PSD), 5,1% de Gelson Merisio (PSB), 1,3% de Marcelo Brigadeiro (Missão) e singelos 0,1% de Ralf Zimmer (PRD).</p></blockquote><p>Brancos e nulos somam 8,8%, e os indecisos, 14,5%. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais.</p><p>Os números praticamente carimbam o que a pesquisa Futura, divulgada um dia antes na Acif, já havia sugerido. Lá, <strong>a vantagem de Jorginho sobre a soma dos adversários era de 32,2 pontos</strong>; aqui, de 33,1. Para João Rodrigues e Merisio sonharem com segundo turno, precisariam crescer mais de 30 pontos juntos — uma manobra que, para usar uma metáfora náutica, exige menos vento favorável e mais um <em>motor novo</em>. Merisio, candidato apoiado por Lula (que tem 21,1% em SC), pode tentar pescar entre os indecisos. É pouco provável.</p><p>O ponto realmente interessante da pesquisa, porém, mora nas entrelinhas — e cabe dentro da margem de erro. Jorginho oscilou de 56,2% para 54,9% em relação à medição de março do próprio Mapa.</p><p>Some-se a isso o desembarque de novos nomes na vitrine da direita. Romeu Zema (Novo) aparece com 7,5%, sem estar na rodada anterior. Renan Santos (Missão) dobrou, passando de 2,6% para 5,2%. Ronaldo Caiado (PSD) estreou com 4,1%. Juntos, esses três somam 16,8% — eleitorado que historicamente votaria de olhos fechados em qualquer Bolsonaro disponível e que, agora, parece estar pelo menos abrindo um olho para conferir o cardápio.</p>]]></content:encoded>
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    <item>
      <title>Ancelotti contrariado, Brasil ansioso: a estreia que ninguém quis comemorar</title>
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      <pubDate>Sun, 14 Jun 2026 14:58:41 GMT</pubDate>
      <description>Empate em 1 a 1 com Marrocos no MetLife Stadium expôs um técnico de poucas palavras, um time tenso no primeiro tempo e um discurso bem ensaiado nos vestiários — o da ansiedade como vilã da noite.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Há derrotas que doem menos que certos empates. Foi mais ou menos esse o sentimento que escapou pelas frestas da seleção brasileira neste sábado (13), em East Rutherford, depois do 1 a 1 com o Marrocos na estreia da Copa do Mundo de 2026. O placar até ficou justo. A cara de Carlo Ancelotti, nem tanto.</p><blockquote><p>O italiano deixou o gramado do MetLife Stadium com a expressão de quem provou um vinho que prometia mais.</p></blockquote><p>Na rápida entrevista ainda no campo, foi econômico no idioma e generoso na franqueza: o primeiro tempo não tinha sido um bom jogo, o segundo havia melhorado, e o Brasil precisava melhorar. Ponto. Quem esperava reticências diplomáticas escolheu o treinador errado.</p><img src="https://gqrhaenlpjwqtbooifoj.supabase.co/storage/v1/object/public/article-media/2026/06/1781449068387-hpxrziw.png"><p>Em coletiva, Ancelotti elaborou — mas pouco. Reconheceu que a equipe entrou em campo "um pouco preocupada", perdeu duelos demais, sofreu com as transições marroquinas e demorou para encontrar controle. Quando perguntaram se a ansiedade tinha atrapalhado, ele concordou sem hesitar.</p><blockquote><p>Não estou satisfeito com o resultado. Devemos trabalhar para melhorar.</p></blockquote><p>"Não estou satisfeito com o resultado. Devemos trabalhar para melhorar", afirmou, num tom que misturava o pragmatismo de quem já levantou 29 troféus na Europa com a impaciência de quem não está acostumado a pontuar com sustos.</p><p>A tese da ansiedade, aliás, ganhou eco imediato no vestiário. Bruno Guimarães, num discurso quase carimbado pela comissão técnica, repetiu a fórmula: o time esteve "mais nervoso do que o normal", o peso da estreia falou mais alto, mas "muita coisa está por vir". Há quem ache pouco para uma seleção pentacampeã; há quem ache prudente, considerando que o Marrocos da Copa anterior chegou às semifinais e, neste sábado, mostrou que continua incômodo de enfrentar.</p><p>Os fatos do jogo ajudam a entender o mau humor. Saibari abriu o placar aos 20 do primeiro tempo, aproveitando vacilo da defesa. Vini Jr. respondeu aos 31, com um daqueles golaços que servem tanto para empatar a partida quanto para empatar a narrativa — sem ele, a conversa do pós-jogo seria bem mais áspera. O Brasil melhorou na etapa final, é verdade, mas não o suficiente para furar a organização marroquina, que terminou a rodada à frente da seleção nos critérios de desempate do Grupo C.</p><p>Ancelotti recusou-se a comentar atuações individuais, em especial as escolhas de Ibañez, Douglas Santos e Igor Thiago entre os titulares. Preferiu encerrar com uma frase que soou metade conforto, metade aviso: "Copa do Mundo não se ganha no primeiro jogo." Verdade indiscutível. Também é verdade que não se ganha empatando com todo mundo.</p><p><strong>O próximo capítulo vem na sexta-feira (19), na Filadélfia, contra o Haiti — em tese, o adversário mais acessível do grupo. Em tese.</strong></p><p>A seleção tem uma semana para deixar a ansiedade no hotel e descobrir, enfim, o que pretende ser nesta Copa.</p>]]></content:encoded>
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    <item>
      <title>Santa Catarina lidera ranking de competitividade econômica pelo segundo ano consecutivo</title>
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      <pubDate>Fri, 22 May 2026 10:00:00 GMT</pubDate>
      <description>Estudo do Centro de Liderança Pública aponta Santa Catarina como o estado mais competitivo do Brasil, sustentado por crescimento do PIB, queda no desemprego e ambiente favorável aos negócios.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Santa Catarina conquistou, pelo segundo ano consecutivo, a primeira posição no Ranking de Competitividade dos Estados, divulgado nesta quinta-feira pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O estudo avaliou 26 indicadores distribuídos em dez pilares — entre eles solidez fiscal, infraestrutura, capital humano e inovação.</p><p>O desempenho de Santa Catarina foi especialmente robusto nos pilares de educação e segurança pública, onde o estado pontuou acima de 80 pontos em uma escala de 100. A taxa de desemprego catarinense, de 4,1%, é a menor entre os estados do Sul do país e está bem abaixo da média nacional, de 7,8%.</p><h2>Uma economia diversificada</h2><p>Ao contrário de outros estados que dependem de um setor econômico único, Santa Catarina construiu ao longo das últimas décadas uma economia diversificada que envolve agroindústria, têxtil, metalmecânica, tecnologia e turismo. O setor de tecnologia, em particular, tem crescido a taxas expressivas: responde hoje por 22% das exportações do estado, contra 14% há cinco anos.</p><blockquote><p>Santa Catarina não é resultado do acaso. É resultado de décadas de investimento em educação técnica, de uma cultura empreendedora enraizada na colonização alemã e italiana, e de gestões públicas que, em geral, priorizaram o equilíbrio fiscal.</p><p>Pesquisadora do CLP</p></blockquote><p>O governador do estado destacou que Santa Catarina pretende ampliar os investimentos em infraestrutura logística e em parques tecnológicos nos próximos dois anos, com foco especial nas regiões Oeste e Serra, historicamente menos desenvolvidas que o litoral.</p><h2>Os desafios pela frente</h2><p>Apesar do desempenho positivo, o ranking aponta que Santa Catarina ainda enfrenta desafios importantes na dimensão de saúde pública e na gestão de resíduos sólidos. O crescimento acelerado do litoral, impulsionado pelo turismo e pela migração de profissionais de alta renda, cria pressões sobre a infraestrutura urbana que podem comprometer a posição do estado nas próximas edições do índice.</p>]]></content:encoded>
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    </item>
    <item>
      <title>Assembleia Legislativa de SC aprova pacote de infraestrutura para o litoral</title>
      <link>https://primeiralinhasc.net/assembleia-legislativa-de-sc-aprova-pacote-de-infraestrutura-para-o-litoral</link>
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      <pubDate>Thu, 21 May 2026 14:00:00 GMT</pubDate>
      <description>Texto aprovado por 36 votos a 4 prevê R$ 2,3 bilhões em obras de mobilidade, saneamento e contenção de erosão nos municípios costeiros de Santa Catarina.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>A Assembleia Legislativa de Santa Catarina aprovou, na tarde desta terça-feira, o Pacote Litoral Catarinense — um conjunto de medidas que prevê R$ 2,3 bilhões em investimentos em infraestrutura, saneamento e mobilidade para os 14 municípios da orla do estado.</p><p>A votação, de 36 a favor e 4 contrários, representa uma das aprovações mais expressivas do ano legislativo em Santa Catarina. O texto inclui recursos para a duplicação da SC-401, que liga Florianópolis ao norte da ilha, além de obras de contenção de erosão nas praias de Balneário Camboriú, Itapema e Porto Belo.</p><h2>O modelo de financiamento</h2><p>Uma das inovações do pacote é a criação de um fundo permanente de manutenção das vias costeiras, financiado por uma alíquota de 0,3% sobre o ICMS dos municípios beneficiados. O mecanismo foi inspirado em modelos adotados em estados europeus e pretende evitar o ciclo recorrente de obras de emergência que elevam os custos do poder público.</p><blockquote><p>Este pacote representa o maior investimento no litoral catarinense da história do estado. Santa Catarina merece uma infraestrutura à altura do seu crescimento.</p><p>Governador Jorginho Mello</p></blockquote><p>Ambientalistas manifestaram preocupação com o impacto de algumas obras em áreas de proteção permanente. O Ministério Público de Santa Catarina já sinalizou que acompanhará de perto o processo de licenciamento ambiental de cada projeto.</p>]]></content:encoded>
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    </item>
    <item>
      <title>Florianópolis e Blumenau são as cidades mais inovadoras do Sul, aponta pesquisa</title>
      <link>https://primeiralinhasc.net/florianopolis-e-blumenau-sao-as-cidades-mais-inovadoras-do-sul-aponta-pesquisa</link>
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      <pubDate>Thu, 21 May 2026 08:30:00 GMT</pubDate>
      <description>Levantamento da Associação Brasileira de Startups coloca Santa Catarina como o estado com o maior número de empresas de tecnologia por habitante do Brasil.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Florianópolis e Blumenau ocuparam, respectivamente, a primeira e a segunda posições no Índice de Inovação Urbana do Sul do Brasil, divulgado nesta semana pela Associação Brasileira de Startups (ABStartups). Santa Catarina se consolidou como o estado com o maior número de empresas de tecnologia por habitante no país — um indicador que até pouco tempo era dominado por São Paulo e Rio de Janeiro.</p><p>O levantamento avaliou 48 cidades do Sul do Brasil com base em métricas como número de startups por 100 mil habitantes, volume de investimentos em venture capital, qualidade das universidades e disponibilidade de talentos.</p><h2>O ecossistema de Florianópolis</h2><p>Em Florianópolis, o crescimento do setor é impulsionado pela UFSC e pelo IFSC, que formam anualmente milhares de profissionais de tecnologia. O parque tecnológico Sapiens Parque e a incubadora MIDI Tecnológico são peças fundamentais desse ecossistema, responsável por mais de 2.200 startups ativas na cidade.</p><p>Blumenau, por sua vez, apostou em uma estratégia diferente: a atração de grandes empresas de tecnologia para a região do Vale do Itajaí, combinada com o fortalecimento do curso de Ciência da Computação da Furb.</p>]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>O colapso do centro: por que o debate político perdeu suas nuances</title>
      <link>https://primeiralinhasc.net/o-colapso-do-centro-por-que-o-debate-politico-perdeu-suas-nuances</link>
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      <pubDate>Wed, 20 May 2026 09:00:00 GMT</pubDate>
      <description>A polarização crescente não é apenas um fenômeno eleitoral — é um reflexo de transformações estruturais na forma como consumimos informação e construímos identidade política.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>A polarização crescente não é apenas um fenômeno eleitoral. É um reflexo de transformações estruturais na forma como consumimos informação e construímos identidade política. O que antes eram disputas de ideias tornou-se, progressivamente, uma guerra de tribos.</p><p>Nos últimos dez anos, observamos o esvaziamento gradual do espaço político moderado no Brasil e no mundo. Os partidos de centro — historicamente os fiadores da governabilidade democrática — enfrentam uma crise de identidade e de relevância que vai muito além de questões eleitorais pontuais.</p><h2>A economia da atenção e seus efeitos</h2><p>As plataformas digitais funcionam como amplificadores de emoções extremas. O conteúdo que provoca raiva ou indignação viraliza com mais facilidade do que o conteúdo equilibrado. Isso criou um ecossistema em que vozes moderadas são sistematicamente penalizadas pelo algoritmo.</p><blockquote><p>O resultado é um empobrecimento do debate público. Ideias complexas precisam ser simplificadas ao máximo para ganhar tração. Nuances são sacrificadas em nome da viralização.</p></blockquote><h2>O que está em jogo</h2><p>Uma democracia saudável depende da capacidade de seus cidadãos de navegar em zonas de incerteza, de reconhecer que questões complexas exigem respostas complexas. Quando essa capacidade se deteriora, abre-se espaço para o autoritarismo, sempre disposto a oferecer certezas simples para problemas difíceis.</p>]]></content:encoded>
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    </item>
    <item>
      <title>O modelo catarinense e os dilemas da gestão pública eficiente</title>
      <link>https://primeiralinhasc.net/modelo-catarinense-dilemas-gestao-publica</link>
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      <pubDate>Wed, 20 May 2026 07:00:00 GMT</pubDate>
      <description>Santa Catarina é frequentemente citada como exemplo de boas práticas em gestão pública. Mas há limites nessa narrativa que precisam ser questionados.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>É comum ouvir, nos círculos de política pública, que Santa Catarina é um modelo a ser seguido. E há razões para isso: o estado apresenta consistentemente índices elevados de desenvolvimento humano, equilíbrio fiscal relativo e indicadores de saúde e educação superiores à média nacional.</p><p>Mas há também uma tendência de simplificação que precisa ser contestada. Santa Catarina não é uma fórmula mágica. É um estado com contradições, desigualdades regionais significativas e desafios que o discurso do sucesso frequentemente obscurece.</p><h2>As desigualdades invisíveis</h2><p>O litoral de Santa Catarina — Florianópolis, Balneário Camboriú, Itapema — concentra a maior parte da riqueza, da infraestrutura e dos serviços do estado. O Oeste catarinense, historicamente ligado à agroindústria, apresenta indicadores sociais bem abaixo da média estadual, especialmente em municípios menores da fronteira com o Paraná.</p><blockquote><p>Quando falamos de Santa Catarina como modelo, precisamos perguntar: modelo para quem? Para o litoral ou para o interior? Para os que já chegaram ou para os que ainda estão chegando?</p><p>Cientista político da UFSC</p></blockquote><p>O grande desafio de Santa Catarina nos próximos anos será distribuir geograficamente os ganhos do crescimento, garantindo que o sucesso econômico do litoral se converta em melhores condições de vida para todas as regiões do estado.</p>]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>Congresso aprova pacote fiscal após semanas de negociação com o Executivo</title>
      <link>https://primeiralinhasc.net/congresso-aprova-pacote-fiscal-apos-semanas-de-negociacao-com-o-executivo</link>
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      <pubDate>Tue, 19 May 2026 14:30:00 GMT</pubDate>
      <description>Votação de 312 a 118 encerra um ciclo de turbulência política e abre caminho para o cronograma de ajuste das contas públicas previsto para o segundo semestre.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O Congresso Nacional aprovou na quarta-feira o pacote fiscal do governo, encerrando semanas de negociação intensa e abrindo caminho para o cronograma de ajuste das contas públicas previsto para o segundo semestre. A votação de 312 a 118 na Câmara dos Deputados representou uma vitória significativa para o Executivo.</p><p>O texto aprovado inclui medidas de contenção de gastos obrigatórios, reformas nas regras de aposentadorias do funcionalismo público e mecanismos de correção automática em caso de descumprimento das metas fiscais.</p><h2>Reação dos mercados</h2><p>O dólar recuou 1,2% após o resultado da votação, enquanto o Ibovespa fechou em alta de 2,3%, refletindo o alívio dos investidores com a aprovação. Analistas destacaram que o placar ampliado — muito acima dos 257 votos necessários — dá mais credibilidade à trajetória fiscal.</p><p>A bancada catarinense na Câmara votou de forma majoritariamente favorável ao texto, refletindo o alinhamento político histórico de Santa Catarina com pautas de equilíbrio fiscal.</p>]]></content:encoded>
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    </item>
    <item>
      <title>Seca prolongada no Vale do Itajaí ameaça safra de milho e soja</title>
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      <pubDate>Tue, 19 May 2026 11:00:00 GMT</pubDate>
      <description>Municípios da região registraram em abril o menor índice pluviométrico dos últimos 30 anos. Agricultores relatam perdas superiores a 40% na produção e pedem estado de emergência.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Uma seca sem precedente nas últimas três décadas está castigando o Vale do Itajaí, em Santa Catarina. Municípios como Rio do Sul, Taió e Presidente Getúlio registraram em abril apenas 22 milímetros de chuva — menos de 20% da média histórica para o período. O resultado é uma crise agrícola que pode custar à região mais de R$ 800 milhões em perdas na safra de milho e soja.</p><p>Agricultores da região relatam que parte das lavouras já foi colhida com perdas superiores a 40%. Alguns produtores optaram por encerrar antecipadamente o plantio e aguardar a recuperação das reservas hídricas para o próximo ciclo.</p><h2>Pedido de emergência</h2><p>A Federação da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (FAESC) encaminhou ao governo estadual um pedido formal de decretação de estado de emergência agrícola para os 18 municípios mais afetados. A medida permitiria o acesso a linhas de crédito emergenciais e a prorrogação de dívidas rurais já contratadas.</p><p>Meteorologistas da Epagri alertam que a situação pode se prolongar até julho, quando a passagem de frentes frias costuma retomar os índices pluviométricos normais em Santa Catarina. Até lá, o monitoramento da disponibilidade hídrica nos rios Itajaí-Açu e Itajaí do Sul será intensificado.</p>]]></content:encoded>
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    </item>
    <item>
      <title>Câmara dos Deputados aprova marco regulatório do hidrogênio verde</title>
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      <pubDate>Mon, 18 May 2026 16:00:00 GMT</pubDate>
      <description>Texto cria incentivos fiscais para produção de H2V no Brasil e define critérios de certificação. Santa Catarina e Rio Grande do Norte disputam os primeiros polos de produção.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>A Câmara dos Deputados aprovou ontem, em votação histórica, o marco regulatório do hidrogênio verde no Brasil. O texto, que segue agora para o Senado, estabelece um regime de incentivos fiscais para a produção de H2V no país, define critérios para a certificação do produto e cria o Fundo Nacional de Hidrogênio Verde com dotação inicial de R$ 5 bilhões.</p><p>O Brasil tem um potencial extraordinário para se tornar um dos maiores produtores mundiais de hidrogênio verde, dada sua abundância de energia solar e eólica. Especialistas estimam que o país pode exportar até 50 milhões de toneladas anuais do combustível até 2040.</p><h2>A disputa pelos polos de produção</h2><p>Santa Catarina e o Rio Grande do Norte lideram a corrida pelos primeiros polos de produção de hidrogênio verde no Brasil. Santa Catarina aposta na combinação de energia eólica offshore, infraestrutura portuária em São Francisco do Sul e Itajaí, e proximidade com os mercados consumidores do Mercosul.</p><p>O secretário de Energia de Santa Catarina afirmou que o estado já identificou áreas prioritárias no litoral norte para a instalação de parques eólicos destinados à produção de H2V, com capacidade estimada de 2 GW até 2030.</p>]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>Inflação recua pelo terceiro mês consecutivo, mas pressão nos serviços persiste</title>
      <link>https://primeiralinhasc.net/inflacao-recua-terceiro-mes-servicos</link>
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      <pubDate>Mon, 18 May 2026 11:00:00 GMT</pubDate>
      <description>O IPCA de abril registrou alta de 0,38%, acumulando 4,1% em doze meses. O alívio nos alimentos não foi suficiente para compensar a resistência inflacionária no setor de serviços.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,38% em abril, de acordo com dados divulgados pelo IBGE. O resultado representa o terceiro recuo consecutivo do indicador e é o menor para o mês desde 2020.</p><p>Em doze meses, a inflação acumula 4,1%, ainda acima do centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 3,5% para o ano corrente.</p><h2>A resistência dos serviços</h2><p>O grupo de serviços apresentou alta de 0,72% no mês, pressionado principalmente pelos segmentos de educação, saúde e alimentação fora do domicílio. Economistas apontam que a rigidez inflacionária nesse segmento reflete o aquecimento do mercado de trabalho e o consequente aumento dos custos com mão de obra.</p><p>Em Santa Catarina, o IPCA regional ficou em 0,41%, ligeiramente acima da média nacional, puxado principalmente pela alta nos aluguéis das cidades da Grande Florianópolis, onde a pressão imobiliária permanece intensa.</p>]]></content:encoded>
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      <title>Índices de violência em Santa Catarina caem pelo quinto ano consecutivo</title>
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      <pubDate>Mon, 18 May 2026 09:00:00 GMT</pubDate>
      <description>Estado registrou a menor taxa de homicídios por 100 mil habitantes do Sul do Brasil em 2025. Secretaria de Segurança atribui resultado ao programa de policiamento comunitário.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Santa Catarina registrou, em 2025, a menor taxa de homicídios dolosos da sua história recente: 8,2 por 100 mil habitantes, uma queda de 7,3% em relação ao ano anterior e o quinto recuo consecutivo do indicador. O dado coloca Santa Catarina como o estado do Sul do Brasil com o melhor índice de segurança pública, à frente do Paraná (11,4) e do Rio Grande do Sul (13,7).</p><p>A Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina atribui o resultado ao programa de policiamento comunitário Vizinhança Segura, que desde 2021 implantou bases comunitárias em 142 municípios do estado e criou mais de 3.200 postos de trabalho nas polícias Civil e Militar.</p><h2>O alerta sobre o litoral</h2><p>Apesar dos avanços gerais, especialistas em segurança pública alertam para um fenômeno preocupante: o avanço do tráfico de drogas nas cidades litorâneas de Santa Catarina, especialmente durante o verão, quando a população temporária aumenta exponencialmente.</p><p>Cidades como Balneário Camboriú, Itapema e Navegantes registraram alta no número de apreensões de drogas e nos crimes relacionados ao tráfico — um indicativo de que a estabilidade geral dos índices pode mascarar pressões locais significativas.</p>]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>A Argentina sob Milei: ajuste radical ou receita para o caos social?</title>
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      <pubDate>Sun, 17 May 2026 13:00:00 GMT</pubDate>
      <description>Após um ano de governo, Javier Milei reduziu o déficit fiscal argentino a zero, mas o custo social do ajuste começa a se traduzir em instabilidade política crescente.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Um ano após tomar posse com a promessa de uma motosserra no estado, Javier Milei conseguiu o que poucos acreditavam possível: zerar o déficit fiscal argentino. A façanha, obtida por meio de cortes brutais em gastos públicos, demissões em massa no funcionalismo e eliminação de subsídios, transformou a Argentina em um caso de estudo — para o bem e para o mal.</p><p>Os números fiscais são inegavelmente positivos. A inflação, que chegou a 300% ao ano no pico da crise, recuou para 70% nos últimos 12 meses. A economia voltou a crescer, ainda que de forma tímida, no terceiro trimestre de 2025.</p><h2>O custo humano</h2><p>Mas os números sociais contam uma história diferente. A taxa de pobreza, que estava em 40% quando Milei assumiu, superou 55% no primeiro semestre de 2025. Os hospitais públicos enfrentam falta de medicamentos básicos. Escolas estão sem professores. E a classe média, que inicialmente apoiou o ajuste, começa a questionar o custo da receita liberal.</p><blockquote><p>O ajuste fiscal sem proteção social é uma bomba de relógio. A Argentina já explodiu muitas vezes. Milei pode ter desarmado um detonador e instalado outro.</p><p>Economista da FGV</p></blockquote>]]></content:encoded>
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    </item>
    <item>
      <title>A ascensão dos movimentos populistas e o futuro da democracia liberal</title>
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      <pubDate>Sun, 17 May 2026 08:00:00 GMT</pubDate>
      <description>Da Europa às Américas, líderes que desafiam as instituições tradicionais continuam a ganhar força eleitoral. O que isso diz sobre o estado das democracias contemporâneas?</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Da Europa às Américas, passando pela Ásia, líderes que desafiam as instituições tradicionais continuam a conquistar votos e influência. O fenômeno populista, que parecia conjuntural no início da década passada, mostrou-se estrutural.</p><p>Cientistas políticos divergem sobre as causas. Para alguns, o populismo é uma reação legítima ao distanciamento das elites políticas tradicionais em relação às demandas populares. Para outros, é um sintoma da fragilização das instituições democráticas e da proliferação de desinformação.</p><h2>O caso europeu</h2><p>Na Europa, partidos de extrema-direita conquistaram posições de governo em países como Itália, Hungria e Eslováquia. O paradoxo é que, ao chegarem ao poder, muitos desses movimentos replicam exatamente os comportamentos que criticavam: corrupção, nepotismo, uso patrimonial do Estado.</p>]]></content:encoded>
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    </item>
    <item>
      <title>Eleições municipais redesenham o mapa político do interior brasileiro</title>
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      <pubDate>Sat, 16 May 2026 10:30:00 GMT</pubDate>
      <description>Resultado das urnas em cidades médias do país revela uma reconfiguração nas alianças regionais e coloca em xeque o papel dos grandes partidos nacionais no território.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O resultado das eleições municipais realizadas no mês passado em 142 cidades de médio porte do Brasil revela uma reconfiguração significativa nas alianças regionais. Em pelo menos 38 dessas cidades, candidatos vinculados a partidos nacionais de grande estrutura foram derrotados por candidaturas locais sem filiação partidária expressiva.</p><p>O fenômeno é interpretado por cientistas políticos como reflexo de um processo de regionalização da política brasileira, impulsionado pela desconfiança crescente nas legendas nacionais e pela valorização de vínculos comunitários diretos.</p><h2>O caso de Santa Catarina</h2><p>No interior de Santa Catarina, o fenômeno foi especialmente pronunciado em cidades de médio porte como Chapecó, Lages e Jaraguá do Sul, onde candidatos com forte enraizamento local superaram candidatos apoiados pelas máquinas partidárias estaduais. O resultado sinaliza um amadurecimento da democracia municipal catarinense.</p>]]></content:encoded>
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    </item>
    <item>
      <title>Exportações catarinenses batem recorde de US$ 8 bilhões no primeiro trimestre</title>
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      <pubDate>Sat, 16 May 2026 10:00:00 GMT</pubDate>
      <description>Crescimento de 14% em relação ao mesmo período de 2025 é puxado por carnes, máquinas e equipamentos e produtos de tecnologia. China segue como principal destino.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>As exportações de Santa Catarina totalizaram US$ 8,02 bilhões no primeiro trimestre de 2026, um crescimento de 14,3% em relação ao mesmo período do ano anterior e o maior resultado já registrado pelo estado no período. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.</p><p>O resultado coloca Santa Catarina no quarto lugar no ranking nacional de exportações, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso — estados com populações e economias consideravelmente maiores.</p><h2>Os setores que puxaram o crescimento</h2><p>Carnes e derivados continuam sendo o principal produto de exportação de Santa Catarina, respondendo por 28% do total. Mas o crescimento mais expressivo veio do setor de máquinas e equipamentos (+22%) e de produtos de tecnologia (+31%), refletindo a diversificação da pauta exportadora do estado.</p><p>A China segue sendo o principal destino das exportações catarinenses, absorvendo 23% do total. Estados Unidos, Argentina e Países Baixos completam os quatro maiores destinos de Santa Catarina no mercado externo.</p>]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>O silêncio como estratégia: uma análise da comunicação presidencial</title>
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      <pubDate>Fri, 15 May 2026 07:00:00 GMT</pubDate>
      <description>Em tempos de supersaturação informacional, o silêncio estratégico tornou-se uma das ferramentas mais poderosas — e subestimadas — no arsenal da comunicação política.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Há uma ironia no coração da comunicação política contemporânea: em tempos de supersaturação informacional, o silêncio tornou-se uma das ferramentas mais poderosas — e mais subestimadas — no arsenal de qualquer liderança.</p><p>Enquanto analistas debatem estratégias de engajamento nas redes sociais, a escolha deliberada de não falar em determinados momentos pode ser mais eficaz do que qualquer discurso cuidadosamente elaborado.</p><h2>A gramática do silêncio</h2><p>O silêncio político funciona em diferentes registros. Há o silêncio protetor — usado para não amplificar crises menores. Há o silêncio estratégico — que cria expectativa e aumenta o impacto de uma fala futura. E há o silêncio de dominância — que sinaliza poder ao não se dignar a responder provocações.</p>]]></content:encoded>
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    </item>
    <item>
      <title>Por que o federalismo brasileiro precisa ser reinventado</title>
      <link>https://primeiralinhasc.net/federalismo-brasileiro-precisa-ser-reinventado</link>
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      <pubDate>Thu, 14 May 2026 08:00:00 GMT</pubDate>
      <description>O modelo de repartição de competências e receitas entre União, estados e municípios foi desenhado para outro Brasil. Chegou a hora de uma reforma federativa profunda.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil é formalmente uma federação, mas na prática funciona como uma república centralizada com algumas delegações de competência. A União concentra mais de 60% da arrecadação tributária e define as regras do jogo para estados e municípios, que ficam com as responsabilidades de execução sem os recursos correspondentes.</p><p>Estados como Santa Catarina, com forte capacidade de arrecadação própria e gestão fiscal disciplinada, são paradoxalmente prejudicados pelo modelo atual, que redistribui recursos dos estados mais ricos para os mais pobres sem exigir contrapartidas de eficiência ou transparência.</p><h2>O que a reforma precisaria contemplar</h2><p>Uma reforma federativa séria teria que enfrentar pelo menos três questões: a redistribuição das competências tributárias, a revisão dos critérios de transferências constitucionais e a definição clara de responsabilidades entre os entes federados em áreas como saúde, educação e segurança pública.</p><p>O debate é politicamente sensível, mas inevitável. Um país que pretende ser competitivo na economia global não pode conviver indefinidamente com um modelo federativo que pune a eficiência e subsidia a ineficiência.</p>]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>Turismo bate recorde em Santa Catarina: 12 milhões de visitantes no verão 2026</title>
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      <pubDate>Wed, 13 May 2026 12:00:00 GMT</pubDate>
      <description>Temporada de verão mais movimentada da história do estado gerou R$ 9,8 bilhões em receita turística, com destaque para Florianópolis, Balneário Camboriú e a Serra Gaúcha catarinense.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Santa Catarina registrou, no verão 2026, o maior fluxo de visitantes de sua história: 12,1 milhões de pessoas passaram pelo estado entre dezembro e março, uma alta de 11% sobre o recorde anterior, estabelecido em 2025. A receita turística gerada no período superou R$ 9,8 bilhões, de acordo com dados da Secretaria de Turismo do estado.</p><p>Florianópolis continua sendo o principal destino, atraindo sozinha 4,2 milhões de visitantes. Mas o crescimento mais expressivo veio de destinos emergentes: a região da Serra Catarinense, com Urubici e Lages, cresceu 34% no número de turistas, impulsionada pelo frio invulgar do mês de janeiro e pelo marketing direcionado ao turismo de natureza e aventura.</p><h2>O desafio da infraestrutura</h2><p>O sucesso do turismo traz consigo um dilema que Santa Catarina ainda não solucionou: a pressão sobre a infraestrutura das cidades litorâneas durante a temporada. Florianópolis, Balneário Camboriú e Itapema multiplicam sua população em até quatro vezes no verão, gerando congestionamentos, sobrecarga no saneamento e pressão nos preços.</p>]]></content:encoded>
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    </item>
    <item>
      <title>STF retoma julgamento sobre limites do poder tributário dos estados</title>
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      <pubDate>Mon, 11 May 2026 10:00:00 GMT</pubDate>
      <description>Plenário examina ação que questiona a capacidade de estados criarem novos tributos sem autorização federal. Resultado pode afetar legislações fiscais de Santa Catarina e outros seis estados.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O Supremo Tribunal Federal retomou nesta quarta-feira o julgamento de uma ação direta de inconstitucionalidade que questiona a extensão do poder tributário dos estados da federação. A ação, movida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), contesta leis de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e outros quatro estados que criaram, nos últimos cinco anos, tributos sobre operações financeiras e movimentação de capitais.</p><p>O relator do caso, ministro André Mendonça, votou pela procedência parcial da ação, entendendo que estados podem legislar sobre tributação de serviços financeiros desde que observado o princípio da não cumulatividade e a vedação a situações de dupla tributação.</p><h2>As implicações para Santa Catarina</h2><p>Para Santa Catarina, cujo governo estadual arrecadou R$ 1,2 bilhão com a nova legislação contestada em 2025, o resultado do julgamento é de enorme relevância fiscal. Uma eventual declaração de inconstitucionalidade poderia criar obrigação de devolução dos valores arrecadados nos últimos cinco anos, o que representaria um impacto significativo nas contas estaduais.</p>]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>Blumenau celebra 175 anos com projeto de revitalização do centro histórico</title>
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      <pubDate>Sat, 09 May 2026 09:00:00 GMT</pubDate>
      <description>Cidade do Vale do Itajaí lança programa de preservação da arquitetura germânica enxaimel e investe R$ 120 milhões na modernização do espaço público da região central.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Blumenau, uma das cidades mais representativas da colonização alemã em Santa Catarina, completa 175 anos neste mês com um presente para seus moradores: o lançamento do Projeto Centro Vivo, um programa de revitalização urbana que vai investir R$ 120 milhões na modernização do centro histórico da cidade ao longo dos próximos três anos.</p><p>O plano inclui a restauração de 42 edificações de arquitetura enxaimel, a criação de um corredor cultural na Rua XV de Novembro — a principal via do centro — e a implantação de uma rede de ciclofaixas que conectará o centro aos bairros do entorno.</p><h2>Identidade e modernidade</h2><p>O desafio de Blumenau é equilibrar a preservação de sua identidade cultural germânica com as demandas de uma cidade que cresce e se moderniza rapidamente. Santa Catarina tem nessa tensão um dos laboratórios mais interessantes do país para pensar sobre urbanismo, patrimônio e identidade cultural.</p>]]></content:encoded>
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    </item>
    <item>
      <title>A crise climática e os riscos para o litoral catarinense</title>
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      <pubDate>Wed, 06 May 2026 14:00:00 GMT</pubDate>
      <description>Relatório do INPE aponta que 38% das praias de Santa Catarina podem perder entre 20 e 60 metros de faixa de areia até 2050 caso as emissões globais não sejam reduzidas.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Um novo relatório do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina aponta que o litoral catarinense está entre os mais vulneráveis do Brasil às consequências das mudanças climáticas. Segundo o estudo, 38% das praias de Santa Catarina podem perder entre 20 e 60 metros de faixa de areia até 2050, caso as emissões globais de gases de efeito estufa não sejam reduzidas de forma significativa.</p><p>Balneário Camboriú, já conhecida pelas intervenções de alargamento artificial da praia central, e Florianópolis estão entre as cidades com maior risco. A combinação de erosão costeira, elevação do nível do mar e aumento na frequência de eventos climáticos extremos coloca em risco imóveis e infraestrutura avaliados em mais de R$ 40 bilhões apenas nessas duas cidades.</p><h2>O que Santa Catarina está fazendo</h2><p>O governo de Santa Catarina lançou, no início do ano, o Plano Estadual de Adaptação Climática, que prevê intervenções em 22 municípios costeiros, incluindo o reforço de estruturas de contenção, o recuo controlado de edificações em áreas de risco e a restauração de ecossistemas costeiros como restingas e manguezais.</p>]]></content:encoded>
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